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Como funciona a liberdade provisória e quem tem direito? Descubra agora seus direitos

Foto do escritor: José Pinheiro de Alencar Neto
José Pinheiro de Alencar Neto
18 de mai. de 2025
4 min de leitura

Introdução: A esperança de liberdade em meio à prisão


Receber a notícia de que alguém foi preso – seja em flagrante ou por mandado judicial – é sempre um momento de desespero. Para familiares e amigos, surge uma pergunta imediata: “Ele pode responder em liberdade?”



É aí que entra o instituto da liberdade provisória, um direito previsto na legislação brasileira e que pode evitar que uma pessoa permaneça presa antes mesmo de ser julgada. Isso porque, no Brasil, ninguém deve ser considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, conforme o artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal.


Neste artigo, você vai entender o que é a liberdade provisória, quem pode solicitá-la, em quais casos ela se aplica e como um advogado criminalista pode garantir esse direito.


✅ O que é liberdade provisória?


A liberdade provisória é uma forma de garantir que o acusado responda ao processo penal em liberdade, mesmo após ser preso em flagrante ou preventivamente.


Diferente do que muitos pensam, a prisão não é automática ou obrigatória em todos os casos. A própria legislação permite a liberdade do acusado, desde que não haja risco à investigação, à sociedade ou às vítimas.


📌 Importante: liberdade provisória não significa que o processo foi encerrado, mas sim que a pessoa poderá aguardar a decisão final fora da prisão.


⚖️ Fundamento legal: onde está previsto o direito à liberdade provisória?


A liberdade provisória está prevista no:

  • Art. 5º, inciso LXVI da Constituição Federal:“Ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança.”

  • Artigos 310, 321 e seguintes do Código de Processo Penal (CPP).


O juiz, ao receber o auto de prisão em flagrante, deve decidir imediatamente se converte a prisão em preventiva, relaxa a prisão ou concede liberdade provisória.


🔍 Quem tem direito à liberdade provisória?


Em geral, têm direito à liberdade provisória:


✅ Réu primário

Pessoa que nunca foi condenada criminalmente com sentença definitiva.


✅ Acusado com bons antecedentes

Aqueles que possuem histórico de conduta social favorável, como trabalho fixo, família constituída, residência certa etc.


✅ Quando o crime é de menor gravidade

Crimes com pena mínima inferior a 4 anos (como furto simples, posse de drogas para uso próprio etc.).


✅ Ausência de risco à ordem pública ou à investigação

Se o acusado não representa ameaça à sociedade, às testemunhas ou ao andamento do processo.


📌 Atenção: mesmo em crimes graves, pode haver liberdade provisória com imposição de medidas cautelares alternativas, como explicamos abaixo.


⚖️ Quais são os tipos de liberdade provisória?


1. Liberdade provisória com fiança

  • Ocorre quando o juiz ou o delegado estipula um valor a ser pago para a soltura;

  • A fiança varia conforme a gravidade do crime e a condição financeira do acusado;

  • Após o pagamento, o réu é liberado com a obrigação de cumprir certas condições.


2. Liberdade provisória sem fiança

  • Concedida quando o crime não admite fiança ou o acusado não tem condições financeiras;

  • O juiz pode aplicar medidas cautelares (restrições previstas no art. 319 do CPP), como:

    • Proibição de sair da cidade;

    • Proibição de contato com vítimas ou testemunhas;

    • Uso de tornozeleira eletrônica;

    • Comparecimento periódico à Justiça.


3. Liberdade provisória com medidas alternativas

  • Utilizada para controlar e fiscalizar a conduta do acusado durante o processo;

  • Evita o uso excessivo da prisão antes da condenação.


❌ Quem não tem direito à liberdade provisória?


Em algumas situações, a liberdade provisória pode ser negada, como:

  • Acusado reincidente (com condenações anteriores);

  • Quando há ameaça à ordem pública ou à vítima;

  • Risco de fuga do acusado;

  • Se houver risco de destruir provas ou influenciar testemunhas;

  • Em casos expressamente proibidos por lei, como crimes hediondos em situações específicas (embora o STF já tenha flexibilizado isso em algumas decisões).


🚨 Importante: Cada caso é único, e até mesmo em crimes graves, um advogado pode conseguir a liberdade provisória com argumentos bem fundamentados.


👨‍⚖️ Como o advogado atua para conseguir a liberdade provisória?


O advogado criminalista é o profissional responsável por:

  • Acompanhar o preso desde o flagrante até a audiência de custódia;

  • Analisar o auto de prisão e identificar abusos ou ilegalidades;

  • Protocolar o pedido de liberdade provisória ou de substituição por medidas cautelares;

  • Propor um habeas corpus, caso a liberdade seja indevidamente negada;

  • Negociar a fiança ou pedir sua dispensa por hipossuficiência.


📌 Exemplo real: Um trabalhador foi preso por portar pequena quantidade de droga. O advogado demonstrou que ele era primário, trabalhava formalmente e não oferecia risco à investigação. Resultado: liberdade provisória sem fiança concedida no dia seguinte.


📌 Audiência de custódia: momento decisivo para obter liberdade


A audiência de custódia é realizada em até 24h após a prisão em flagrante, onde o juiz ouve o preso pessoalmente e decide se:

  • Mantém a prisão;

  • Concede liberdade provisória com ou sem fiança;

  • Aplica medidas cautelares alternativas;

  • Determina o relaxamento da prisão, se for ilegal.


🔍 Por isso, a presença do advogado nesse momento é essencial, para apresentar argumentos jurídicos e sociais a favor da soltura.


✅ Resumo prático: quando é possível obter liberdade provisória

Situação

Pode obter liberdade provisória?

Réu primário, crime leve

✅ Sim

Reincidente, crime grave

⚠️ Depende do caso

Prisão com ilegalidade flagrante

✅ Sim (relaxamento)

Preso em flagrante por furto simples

✅ Sim

Risco de fuga ou ameaça a testemunhas

❌ Não, geralmente


📝 Conclusão: liberdade provisória é um direito, não um favor


A liberdade provisória é um instrumento essencial da justiça penal brasileira, pois garante que o acusado não seja tratado como culpado antes da condenação. Em muitos casos, manter uma pessoa presa sem necessidade é uma violência contra seus direitos fundamentais.


Por isso, se alguém próximo foi preso, não perca tempo. Cada hora conta. Com um advogado criminalista experiente, é possível:

  • Garantir o respeito aos direitos do acusado;

  • Evitar prisões desnecessárias;

  • Agilizar a liberação da pessoa.


Para mais informações, procure um profissional especializado.


José Pinheiro de Alencar Neto (OAB/MS 31.002)

📞 (67) 9 9165-5411

 
 
 

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